A trajetória que deu origem à constatação.
Mais de uma década entre corporações globais e empresas em crescimento. A repetição de um mesmo padrão deu origem ao Marketing de Coerência.

Ricardo Rezende atua há mais de uma década com estratégias de crescimento, marketing, vendas e desenvolvimento de negócios. Sua experiência atravessa contextos distintos, de grandes corporações a empresas em expansão, passando por marketing, produto, posicionamento, experiência do cliente e estratégia empresarial.
É fundador da RR&CO Marketing e RR & CO Jus e idealizador da ConcurJus, um ecossistema para concurseiros das carreiras jurídicas. É também professor, palestrante e mentor. Sua principal contribuição intelectual e estratégica é o conceito de Marketing de Coerência e o Sistema de Coerência de Crescimento™.
É pós-graduado em Gestão de Pessoas e Liderança e possui MBA com ênfase em Marketing de Crescimento pela PUCRS.
Um padrão que se repetia em contextos diferentes
Ao longo de mais de uma década trabalhando com estratégias de crescimento, tive a oportunidade de atuar em diferentes contextos empresariais, desde grandes corporações até empresas em expansão, acompanhando de perto desafios relacionados a marketing, vendas, produto e desenvolvimento de negócios. Apesar das diferenças entre mercados, modelos de operação e níveis de maturidade, uma situação parecia se repetir com frequência surpreendente.
Sempre que uma empresa enfrentava dificuldades para crescer, o marketing era chamado para resolver o problema.
O marketing como responsável pelo crescimento
A lógica parecia razoável. Se os resultados estavam abaixo do esperado, era necessário aumentar a geração de demanda, fortalecer a comunicação, ampliar a presença da marca ou acelerar a aquisição de clientes. Em muitos casos, a discussão girava em torno de campanhas, canais, ferramentas ou investimentos. O crescimento era tratado como uma consequência direta do esforço de marketing.
Durante muitos anos participei dessas discussões. Afinal, essa é uma das crenças mais difundidas no ambiente empresarial contemporâneo. No entanto, quanto mais próximo eu estava das decisões estratégicas e da realidade operacional das empresas, mais percebia que existia algo que não se encaixava nessa narrativa.
O que estava por trás dos resultados
Presenciei organizações que investiam cada vez mais em comunicação enquanto enfrentavam dificuldades para sustentar aquilo que prometiam ao mercado. Vi empresas que geravam leads em volume crescente, mas possuíam processos comerciais incapazes de converter esse interesse em crescimento consistente. Acompanhei negócios que buscavam novas estratégias de marketing quando, na realidade, seus desafios estavam relacionados à proposta de valor, à experiência do cliente ou até mesmo à cultura organizacional.
O que mais me chamava a atenção era que, em muitos desses casos, o marketing não estava falhando. As campanhas geravam visibilidade, os canais produziam alcance e as ações despertavam interesse. Ainda assim, os resultados permaneciam abaixo das expectativas. Foi nesse momento que comecei a perceber que as empresas frequentemente procuravam respostas no marketing para problemas que pertenciam ao próprio negócio.
Crescimento como função da coerência
Essa constatação mudou profundamente a forma como passei a enxergar crescimento empresarial. Aos poucos, tornou-se evidente que o marketing raramente atua de forma isolada. Sua capacidade de gerar resultados está diretamente conectada à qualidade das demais estruturas que sustentam uma organização. Quando existe clareza sobre a proposta de valor, consistência na entrega do produto, alinhamento cultural, integração entre marketing e vendas e uma experiência capaz de sustentar a promessa feita ao mercado, o marketing potencializa o crescimento. Quando esses elementos não estão presentes, ele passa a carregar uma responsabilidade que não deveria ser sua: compensar incoerências que nasceram em outras partes da empresa.
O nascimento do Marketing de Coerência
Foi a partir dessa observação recorrente, construída ao longo dos anos e validada em diferentes contextos empresariais, que nasceu o conceito de Marketing de Coerência. Não como uma metodologia de comunicação, mas como uma forma realista de compreender o crescimento. Uma visão que parte da premissa de que empresas crescem quando existe alinhamento entre aquilo que prometem, aquilo que entregam e aquilo que efetivamente são.
Do conceito ao Sistema de Coerência de Crescimento™
Essa reflexão daria origem posteriormente ao Sistema de Coerência de Crescimento™, um framework desenvolvido para ajudar líderes a compreenderem os fatores que sustentam ou limitam a evolução de seus negócios. Mais do que uma ferramenta de marketing, trata-se de uma abordagem construída sobre uma convicção simples: o crescimento sustentável não é consequência de uma campanha excepcional, mas do alinhamento consistente entre as principais camadas que compõem uma organização.
Uma percepção que mudou a trajetória
Hoje, ao olhar para trás, percebo que o Marketing de Coerência não nasceu de uma teoria acadêmica nem de uma tendência de mercado. Ele nasceu da observação repetida de um mesmo padrão. Empresas continuavam tentando resolver através do marketing problemas que o marketing, sozinho, jamais seria capaz de resolver. E foi justamente essa percepção que me levou a dedicar minha atuação à construção de uma visão mais ampla sobre crescimento, liderança e estratégia.
Palestras, painéis e conversas em eventos pelo Brasil.


























Da observação à construção do método.
Carreira iniciada na Johnson & Johnson permitindo desenvolver cedo uma visão corporativa e em 2023 com passagem pela KPMG liderando Marketing de alto desempenho junto ao time de Growth, consolidou a visão sobre as grandes organizações.
Liderança de áreas de marketing, produto e estratégia em negócios digitais, tecnologia, educação e serviços.
A constatação repetida: empresas tentavam resolver pelo marketing problemas cuja origem estava no próprio negócio.
A formulação do conceito: crescimento é função da coerência entre proposta, produto, cultura, marketing, vendas e experiência.
A consolidação em um modelo de governança estratégica com seis camadas e dois ciclos de revisão.
